O triste fim dos jornais impressos

Dá pena ver jornais impressos serem distribuídos de graça nas ruas de BH.E mais triste ainda é que pouca gente se dispõe a aceitar.Uma vez ou outra pego um para forrar o piso da calopsita do meu neto.

É só passar nas esquinas das principais ruas e avenidas da cidade, ou na porta de alguns estabelecimento bancários e lá tem alguém quase implorando que você leve um exemplar do O Tempo, Hoje em Dia, Jornal Pampulha e até o Estado de Minas. Quem diria…

Alguns anos atrás, eu comprava o Estado de Minas diariamente e aos domingos tinha por costume ler também a Folha de São Paulo e O Globo. Lia um jornal pela manhã, assistia Silvio Santos na tevê, outro jornal após o almoço, futebol às quatro, terceiro jornal até a hora do Fantástico, depois cama. Hoje, só meu irmão mais velho, o Ignácio, 84 anos, ainda compra seu jornal todos os dias.

Quanto estrago a internet provocou na imprensa de papel, e causou mudanças de hábitos. Outro dia mesmo, anos 90, os jornais impressos nadavam de braçada, o Estado de Minas aos domingos chegava a distribuir nas bancas e aos assinantes mais de 200 mil exemplares. O jornal era tão grosso que mal se conseguia dobra-lo para pôr debaixo do braço.

Cada caderno do jornal de domingo tinha mais de 10 páginas e eram vários os suplementos. Primeiro Caderno, Gerais, Polícia, Esportes, Cultura e os Classificados. Este era a galinha dos ovos de ouro, maior fonte de renda dos empresários do ramo. Era anúncio que não acabava mais. De todos os tamanhos e de todos os preços. Na Primeira Página só os especiais, uma fortuna.

Os jornais impressos ficaram para trás no tempo, pouco evoluíram no conteúdo e na forma de trabalhar e apresentar as notícias. Ficaram velhos. A internet, as redes sociais, os blogs, os portais de notícias, a televisão e especialmente o rádio têm as notícias em tempo real, em linguagem moderna.

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