O CHORO DO GALO

É, presidente Ziza do Atlético. Você chorou outro dia, em frente às câmeras. Disse ter recebido ameaças de torcedores. Condenável o choro, apenas pelo motivo. Chorar, você tinha que chorar mesmo e muito, porque nós, atleticanos autênticos, há muito estamos derramando lágrimas de verdade. De dor e de vergonha..

 

Não dá para aceitar esse futebol medíocre praticado pelo time. Muitos altos e baixos. Um dia, uma vitória bonita, até de goleada, depois, semanas seguidas, derrotas e decepções. Sobe e desce na tabela. Mais descendo. Haja paciência e coração.

 

São muitas humilhações que se acumulam desde 1971, quando o clube foi campeão brasileiro. Primeira e única vez. De lá para cá, alguns mixurucas campeonatos mineiros e uma inexpressível taça Comebol. Nada mais. E um título da segunda divisão, que é melhor esquecer. Enquanto isso, o rival mineiro monta bons plantéis, conquista importantes títulos, enche de alegria sua torcida. E nós sofrendo.

 

Difícil aceitar um elenco como esse que o Atlético tem. Baixa qualidade individual e nem sequer um pouco de raça ou conjunto. Apatia total. Não se vêem jogadas ensaiadas, tabelinhas não acontecem, ninguém se aproxima do outro. Ignoram conceitos básicos do futebol. Chutes em gol são raridades, nem com o pé, menos de cabeça, passes errados em profusão. Até para o colega, dois metros ao lado. Sacrifício ver jogo do Galo.

 

Não há craques no time, nem entre os novos, sequer nos velhos. Como o futuro de um Brasil melhor, no futebol do Galo só existem promessas. Que nunca se realizam. Entra e sai treinador, salários nas alturas, resultados permanecem os mesmos. Decepcionantes.

 

 

O que fazer? Continuar atleticanos, sofrendo, sonhando e esperando que esses “homens” passem e o time reencontre o caminho de glórias.

 

* Atleticano da Velha Guarda em BH e autor do blog Reage Cidadão.    05/09/07 de Guilherme Cardoso.

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