Medalhas da Inconfidência

No Brasil, dar medalhas, condecorar alguém, é uma das várias formas de cooptar parceiros e silenciar adversários. Não me lembro de alguém que tivesse a hombridade e o destemor de não aceitar uma indicação governamental para receber alguma condecoração oficial. Ouço muita gente apenas criticar o ato, enquanto não recebe um convite

Este ano, 148 pessoas receberão a Medalha da Inconfidência em Minas Gerais. Em anos anteriores a quantidade dos agraciados já chegou a 250 pessoas.

Dentre políticos, militares, juristas, médicos, professores, advogados, jornalistas, professores, historiadores, estudantes, religiosos e empresários, 30 receberão a Grande Medalha, 54 a Medalha de Honra e 63 a Medalha da Inconfidência.

Criada em 1952, pelo então presidente Juscelino Kubitschek, o objetivo desta comenda era homenagear personalidades que reconhecidamente tivessem contribuído com ações para o desenvolvimento cultural, econômico e social do Estado e do Brasil. Não é o quem tem acontecido.

Basta ler a lista dos condecorados de outros anos, e, especialmente deste, para ver que nenhum dos agraciados pode dizer que fez alguma coisa de destaque para o Estado de Minas Gerais. Muitos, não fizeram nada pelo Brasil, e alguns nem conhecem Minas Gerais.

Esta solenidade é puro puxa-saquismo, apadrinhamento político e jogo de interesse jurídico e financeiro. E com os processos judiciais em andamento, Operações Lava-Jato, Petrolhão, Zelotes e Acrônimo, haja medalha para se oferecer à advogados, juízes de todas instâncias e  ministros do Supremo Tribunal Federal.

Lamentável que Tiradentes, nosso Herói Revolucionário tenha virado uma simples medalha, transformada em vil moeda de troca, para afagar egos e atender interesses pessoais de autoridades governamentais, muitas vezes envolvidas em processos de corrupção e desvios de verbas públicas.

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