É Dia dos Pais

Guilherme Cardoso

 

Como é bom ser pai e ser abraçado nesse dia. Duro é não ficar com um nó na garganta, uma vontade danada de chorar, quando se lembra do pai que já se foi. Como o meu pai, que partiu antes da hora, aos 69 anos de idade, fora do combinado, como costuma dizer o cantor e apresentador Rolando Boldrin.

Parece que foi ontem, 47 anos se passaram, e ainda sinto a presença e a falta dele na minha vida. E uma dose de arrependimento. De não ter aproveitado mais a sua presença enquanto vivo. De não ter sido mais próximo dele, conversado mais com ele – que gostava tanto de política – ter feito mais coisas que ele apreciava, leva-lo em viagens – só fez uma ao Rio de Janeiro -, andar de avião  – agora a gente pode -,Antenor Cardoso Dias e Guilherme ir a um jogo de futebol, assistir uma sessão de cinema juntos. Não fiz nada disso.

Eu era jovem, trabalhava muito, queria ganhar dinheiro, melhorar de vida, curtir as festas e os bailes, namorar, casar. Fiz tudo. Não tinha tempo para ele naquela hora, só pensava em mim, nas minhas coisas. Mais tarde dedicaria tempo a ele. Não imaginava que meu pai fosse embora tão cedo. E foi!

Faleceu na primeira e última vez que foi ao médico e a um hospital. Se gabava de ter uma saúde de ferro, não sentia nada, não tomava remédios, gripe curava com chá de Assa-Peixe, uma planta comestível e medicinal. Fomos apanhados de surpresa. Eu e meus quatro irmãos.

Se pudesse voltar atrás, com a experiência de hoje, dividiria todo meu tempo com minha família atual, e com ele, meu pai, passaria horas a conversar e dias a passear e viajar por onde ele quisesse.

Façam tudo pelos seus pais. Enquanto eles estão aqui!

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