Belo Horizonte, anos atrás…

Belo Horizonte já foi Cidade Jardim. Você sabia? Tinha árvores frondosas, ruas e avenidas eram todas arborizadas, avenida Afonso Pena era um tapete verde em nossas cabeças. Aí veio uma praga de mosquitinhos, chamados de “Amintinhas” em homenagem ao prefeito da época Amintas de Barros, que para resolver o problema mandou cortar todas as árvores.

Aqui na Capital já tivemos trólebus em alguns bairros, bondes com linhas para todos os lados. Você se lembra? Santo Antonio, Carmo-Sion, Santa Tereza, Santa Efigênia, Cachoeirinha, Floresta, Horto, Pampulha-Zoológico, Padre Eustáquio, Pedro II, Prado-Calafate, Gameleira com ponto final na rua Campos Sales com Amazonas. 73 quilômetros de linhas, trecho maior que nosso atual metrô que só tem 28 quilômetros.

Eleito o prefeito Jorge Carone, depois cassado pela Ditadura Militar, resolver cassar também os bondes e ônibus elétricos em BH no dia 30 de junho de 1963.

Em BH já houve um tempo, que não havia crimes brutais, violência chegava a zero, não existiam assaltos, medo era de assombrações. Você acredita? Brigas e desordens aconteciam na zona boêmia, Guaicurus e Oiapoque, bandido mais temido era o Cintura Fina, bichona, mestre em golpear com a navalha.

Carnaval de ricos era nos clubes, os pobres pulavam nas ruas, desfiles somente de blocos, como hoje, Domésticas de Lourdes, Bocas Brancas da Floresta, Leões da Lagoinha eram alguns. Bebida era só cachaça, cerveja muito cara, lança-perfume era moda, quem cheirava muito apagava antes da hora, não via a festa acabar.

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