Articles by Guilherme Cardoso

Meu “velho” pai

Hoje ele, o meu pai, estaria com 117 anos. Faleceu aos 69 anos. Tanto tempo depois, e quanta saudade ainda. Lembro dele agora, sempre de chapéu, ficou calvo muito cedo, como eu. Fumava bastante, tomava uma pinguinha no almoço e no jantar, e quando ficava gripado, misturava com a folha de assa-peixe, remédio certo para não adoecer. Adorava um bom papo, tinha uma risada fácil, lia jornal todo [...]

Acabou o carnaval. Acabou?

* Guilherme Cardoso Acabou o carnaval! Acabou? Que nada! Tem gente bebendo e pulando pelas ruas das cidades até agora. Plena Quarta-Feira de Cinzas. Danem-se as dívidas, o trabalho e o patrão. Antigamente, não tão antigamente assim, lá pelas décadas de 50 e 60, carnaval durava somente três dias. Nada mais que isso. Era o chamado tríduo carnavalesco. Ou seja, domingo, segunda e [...]

O Tempo de cada um

* Guilherme Cardoso Todo mundo tem um tempo na vida. O tempo de Deus é diferente do nosso. Meu tempo é diferente do tempo de muitas pessoas. Eu tenho pressa. Não sou apressado. Pressa para resolver as coisas. Não é velhice, achando que meu tempo está no fim. Sempre fui assim, desde garoto. Impaciente. Penso e busco tudo com muita rapidez. Sou inimigo da burocracia, da procrastinação, do [...]

Lembrando Osmar José Ganz

O ano era 1964, quanto tempo atrás, e como as coisas eram tão diferentes! E como a vida era tão simples, difícil, mas sem grandes ambições e contradições. Pobre era pobre, admitia isto, trabalhava para melhorar. Não se cobiçava, nem roubava os ricos. Família era Pai e Mãe, Escola era o segundo lar, meninos eram meninos, brincavam de bola, carrinhos, até brigavam na rua. Meninas [...]

As nossas tragédias.

É triste a gente ver e ouvir notícias de que tornados, ciclones e furacões estão devastando, destruindo e causando milhares de desabrigados e centena de mortos em diversos estados americanos. Isto causa comoção mundial. Pior tragédia acontece todos os dias na maioria das cidades brasileiras. É pouca a destruição de casas por chuvas, não há fenômenos ambientais devastadores, mas há [...]