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A GREVE NA EDUCAÇÃO

* Guilherme Tel

Já se vão mais de 40 dias de paralisação das escolas públicas e não se antevê um acordo entre as partes. Comando grevista e Governo estadual. Estamos entrando num impasse desagradável, que pode gerar conseqüências imprevisíveis. Nem tanto inesperadas.

As duas partes conflitantes têm suas razões e brigam por elas. Professores afirmam e comprovam que seus salários são muito baixos, uma miséria, difícil sobreviver. E olha que lecionar não é fácil. Ainda mais em escolas com alunos problemas, transbordando violência. O Governo também diz que tem seus motivos para não atender as reivindicações. É ano eleitoral e há o impedimento da Responsabilidade Fiscal.

Nesse impasse, quem perde são alunos e pais. As férias escolares de meio  de ano chegam e ninguém sabe o que vai acontecer. Haverá recesso ou as aulas serão repostas nesse período?E o resto dos dias parados, como vão ficar? Aulas aos sábados, feriados e nas férias de fim de ano? Com certeza, pais, alunos e os professores podem se preparar para não ter descanso neste ano.

É importante que a greve dos professores, por mais bem intencionada que seja, não caia no descrédito dos pais dos alunos. Aí a batalha está perdida. E o Governo já está utilizando o poder que tem, especialmente na mídia. É só botar dinheiro que as notícias são publicadas, do jeito que o Governo quer. E a Justiça vai atrás e condena o movimento.

O momento é de estratégia, quem sabe aceitar um armistício, como na guerra,  bandeira branca de paz, fazer uma pausa na luta, sem entregar as armas. Para não prejudicar mais ainda alunos e pais, recomeçar as aulas, fazer um acordo, assinar um documento, passado em cartório, divulgado pela imprensa, deixando claras as reivindicações e exigindo do Governo estudos e discussões com a categoria e marcação de uma data para uma solução definitiva ainda este ano, talvez setembro, véspera das eleições.

Este documento pode ser a arma de ataque transformada em votos para eleger com folga o novo governador.

Às vezes, precisamos recuar, para avançar mais!

AS MORTES NO ANEL RODOVIÁRIO

* Guilherme Tel

Não passa uma semana sem que haja um acidente de grandes proporções, e com mortes, no Anel Rodoviário. E o local é o de sempre. Proximidades do Bairro Betânia, sentido BH-Vitória.

Já não trafego por ali, hora nenhuma. Dá medo. Prefiro gastar mais tempo, usar a Raja Gabaglia ou N.S.do Carmo.

Já tentaram de tudo ali para reduzir os acidentes. Anos atrás, até quebra-molas gigantes colocaram na pista. E as batidas aumentaram. Agora, voltam com os redutores eletrônicos e os acidentes continuam. O que fazer então?

Pior que o Anel, somente a BR 381, BH-Monlevade. Rodovia da Morte.

Difícil dar uma sugestão que garanta um bom resultado. Quem sabe proibir a circulação de caminhões e carretas no Anel Rodoviário nos horários de pico? Só que horários de pico no Anel são quase o dia inteiro. A não ser que os caminhões sejam obrigados a trafegar somente pela madrugada,  de meia-noite às 5 horas da manhã.

Criar um grande estacionamento na BR 040, saída para o Rio de Janeiro, e dali,  distribuir as cargas para os diversos destinos em pequenos caminhões? Tudo gera um custo financeiro adicional, mas com certeza, será bem menor que o preço que tem sido pago com inúmeras mortes no Anel Rodoviário.

Só não dá para ficar conversando, prometendo, sem apresentar uma proposta audaciosa, capaz de resolver de vez o problema.

COMO SE DEFENDER DO BIG BROTHER?

* Guilherme Cardoso

Muito difícil, quase impossível ficar alheio, não ver, não saber, ficar escondido do Big Brother Brasil. O poder da mídia é muito forte, o da Globo mais cruel. Ela quer dominar, escravizar, fazer lavagem cerebral em todos nós, dizer quem é bom ou mau no momento, e o que é melhor para o Brasil.

Ainda assim, que alívio. Acabou mais um Big Brother Brasil. O 10º tormento que fomos obrigados a suportar. Felizmente, pelo segundo ano consecutivo, consegui sobreviver sem precisar assistir a nenhum capítulo desta autêntica baixaria televisiva. Vi outros programas, ouvi rádio. Não fui dominado pela máquina de fazer doido, resisti aos apelos publicitários e não me deixei convencer pelos argumentos do Grande Irmão Brasileiro, entenda-se Rede Globo, que teima em ditar moda, regras e comportamentos aos milhões de telespectadores, que impassíveis, concordam e batem palmas para tudo que ela diz e faz. Por isso, a maior audiência do país.

Como disse, não vi programa algum desta edição do BBB, mas não pude evitar ficar sabendo das coisas e acompanhar comentários e reações pelos jornais e internet,  contra e a favor do que foi apresentado nesses meses. Em casa também, sempre ouvia as discussões acaloradas da esposa, cunhada e filhos, criticando ou elogiando este ou aquele participante da casa maluca, apostando e até votando em quem devia sair ou ficar. Em casa, minha posição é minoritária.

Pelo que soube, nesta edição BBB tinha toda espécie da fauna humana, se podemos dizer assim. Para provocar os telespectadores,  derrubar mitos e por fim a alguns valores morais que restam na sociedade, o Grande Irmão Brasileiro colocou junto mulheres lésbicas, dois homossexuais, bichas mesmo e um tal de Dourado, o ganhador final, que representou o mau caráter, o malucão, aquele que o público odiava, mas que acabou aderindo a ele.  Um zoológico, como disse o Pedro Bial. Tudo simulado, previamente combinado, como uma peça teatral, com personagens, roteiro, começo, meio e fim.

Além da audiência e do lucro publicitário que a Globo ganha,  tudo isto tem um objetivo mais amplo, ideológico, mercantilista, embora subjetivo, difícil de se ver pela maioria: a manipulação. Um jeito especial e dissimulado de fazer com que aceitemos numa boa que ser homossexual, viado, lésbica é coisa natural, é uma opção de cada um e que temos que respeitá-los.

A homossexualidade, os desvios e fantasias sexuais sempre existiram desde os primórdios da humanidade. Mas eram restritos, em ambientes fechados, nunca mostrados livremente e para o grande público.

Tudo bem, até aí concordo plenamente e sou contra todo tipo de discriminação. Agora, mostrar essas pessoas em canais abertos de tevê e dar credibilidade às suas falas e atitudes em horário nobre, já que mesmo às 23 horas muitas crianças estão acordadas e vendo televisão é um desrespeito e uma tentativa de destruir quaisquer propostas familiares de oferecer uma educação firme e tradicional aos seus filhos.

Como debater com os filhos as atitudes, os assuntos e os conceitos emitidos em novelas e programas como o BBB, e conseguir convencê-los a distinguir o que pode ser bom ou ruim para eles, se o poder de manipulação midiática é muito mais forte e dispõe de artifícios e ferramentas mais modernas e estimulantes? É uma luta inglória de pais , Igreja e escolas contra os maus programas.

Depois de um BBB desses, cheio de baixaria e figuras exóticas, que lamentavelmente fizeram sucesso,  quem duvida que muitos meninos e meninas pré-adolescentes, naquele conflito existencial da  busca de um herói, de uma identidade própria no meio social, não resolvam de repente assumir a personagem de um Serginho, um Dicésar ou das lésbicas assumidas? Mesmo sem ter tendências psicossomáticas, apenas para  aparecer, ser diferente, contrariar os pais.

Se houvesse uma estatística de quantos homossexuais, gays, travestis, bichas, viados e lésbicas existem no Brasil, com certeza depois do BBB 10 esse número deve ter aumentado bastante. Muita gente deve ter saído  do armário para mostrar seus dotes e preferências, pois afinal de contas a Globo determinou o fim dos valores morais, século XXI, agora tudo pode, político roubar e não ser preso, bandido andar armado, gente honesta não, homem beijar homem, mulher beijar mulher em qualquer lugar, casar na igreja, de véu e grinalda, adotar e até ter filhos.

Tudo em nome da igualdade de direitos. E ai de quem criticar, for contra. Dá processo e cadeia.

ISABELLA NARDONI: QUE SE FAÇA JUSTIÇA!

* Guilherme Cardoso

Está começando o julgamento do ano. Casal Nardoni, acusados de esganar e matar a filha Isabella de cinco anos, em março de 2008. O clamor popular é de que sejam exemplarmente punidos, já que as provas técnicas e as evidências de culpa são muito fortes. É difícil que sejam inocentados, a não ser que durante o julgamento apareça alguém que assuma a responsabilidade pelo ato criminoso.

O que pode ocorrer, e não é impossível, é o casal ser condenado e receber do juíz uma pequena pena, tipo uns seis anos, e por já ter cumprido dois anos de reclusão e ser primário, ser libertado ou cumprir o restante da pena em regime semi-aberto, ou seja, parte na cadeia,parte em casa.

É o tipo de pena dada a criminosos no Brasil que o cidadão comum não aceita e não entende de jeito nenhum. Se o preso é condenado a 12, 20 ou 30 anos, ele deveria ficar na cadeia todo esse tempo. E não receber regalias depois de parte da pena cumprida. Por isso este sentimento nacional de impunidade, que desilude o homem de bem e estimula os corruptos e os bandidos.

Diferente dos Estados Unidos. Se já copiamos tanta coisa dos norte-americanos, por que não utilizamos alguns dos exemplos da sua Justiça? Como no caso desse garoto de 12 anos, que matou com um tiro de espingarda a madastra grávida, está preso há um ano e deve ser julgado como adulto e ser condenado a prisão perpétua.

Tão cedo outros garotos americanos vão querer cometer um ato como este, sabendo que lá a Justiça é dura. Já aqui, nem adultos, nem garotos, nem adolescentes bandidos temem a força das nossas leis, que sabem ser lentas, cheias de brechas e muito amenas.

Especialmente se o réu tiver dinheiro e poder.

ISTO NÃO É O ATLÉTICO

* Guilherme Cardoso

Atleticano de uniforme rosa. É o fim da picada! Brincadeira de mau gosto. Quem inventa isto, só tem dois objetivos: fazer marketing errado para vender camisas e contribuir para quebrar as tradições alvinegras.

Se quisesse promover bem a marca do Galo, torná-lo forte e conhecido, tem muitas maneiras mais dignas do que uma palhaçada como esta comandada pelo sr. Alexandre Kalil. E depois os “machos” atleticanos ficiam zoando dos “bichas” cruzeirenses.

Por mais que queiram justificar o lançamento de uniformes, vermelho e preto, um cinza outro dia, e agora este da cor rosinha, as cores do Clube Atlético Mineiro sempre foram o preto e o branco. Nada mais!.

Querem ganhar dinheiro, lançar novos uniformes, que o façam todo preto, todo, branco, listrado na horizontal, na vertical, branco com bolinhas pretas e por aí. Mas nunca desvirtuando o original, o tradicional.

Mais triste ainda é que os pobres e sofridos torcedores embarcam de graça nesta história, sacrificam seu minguado dinheiro e compram rapidamente todo o estoque de camisas rosinhas. E o Kalil aparece na mídia debochando de todo mundo.

Ganhar títulos que é bom, isso ninguém vê há muito tempo. Só conversa fiada, promessas que não são cumpridas. O que o Galo precisa é de raça, hombridade, correr muito em campo e alegrar sua torcida.

É pena que a maioria apoia tudo isto, ninguém diz nada em contrário. Afinal, existe oposição no Atlético?

* Atleticano da Velha Guarda.