* Guilherme Cardoso
Muito difícil, quase impossível ficar alheio, não ver, não saber, ficar escondido do Big Brother Brasil. O poder da mídia é muito forte, o da Globo mais cruel. Ela quer dominar, escravizar, fazer lavagem cerebral em todos nós, dizer quem é bom ou mau no momento, e o que é melhor para o Brasil.
Ainda assim, que alívio. Acabou mais um Big Brother Brasil. O 10º tormento que fomos obrigados a suportar. Felizmente, pelo segundo ano consecutivo, consegui sobreviver sem precisar assistir a nenhum capítulo desta autêntica baixaria televisiva. Vi outros programas, ouvi rádio. Não fui dominado pela máquina de fazer doido, resisti aos apelos publicitários e não me deixei convencer pelos argumentos do Grande Irmão Brasileiro, entenda-se Rede Globo, que teima em ditar moda, regras e comportamentos aos milhões de telespectadores, que impassíveis, concordam e batem palmas para tudo que ela diz e faz. Por isso, a maior audiência do país.
Como disse, não vi programa algum desta edição do BBB, mas não pude evitar ficar sabendo das coisas e acompanhar comentários e reações pelos jornais e internet, contra e a favor do que foi apresentado nesses meses. Em casa também, sempre ouvia as discussões acaloradas da esposa, cunhada e filhos, criticando ou elogiando este ou aquele participante da casa maluca, apostando e até votando em quem devia sair ou ficar. Em casa, minha posição é minoritária.
Pelo que soube, nesta edição BBB tinha toda espécie da fauna humana, se podemos dizer assim. Para provocar os telespectadores, derrubar mitos e por fim a alguns valores morais que restam na sociedade, o Grande Irmão Brasileiro colocou junto mulheres lésbicas, dois homossexuais, bichas mesmo e um tal de Dourado, o ganhador final, que representou o mau caráter, o malucão, aquele que o público odiava, mas que acabou aderindo a ele. Um zoológico, como disse o Pedro Bial. Tudo simulado, previamente combinado, como uma peça teatral, com personagens, roteiro, começo, meio e fim.
Além da audiência e do lucro publicitário que a Globo ganha, tudo isto tem um objetivo mais amplo, ideológico, mercantilista, embora subjetivo, difícil de se ver pela maioria: a manipulação. Um jeito especial e dissimulado de fazer com que aceitemos numa boa que ser homossexual, viado, lésbica é coisa natural, é uma opção de cada um e que temos que respeitá-los.
A homossexualidade, os desvios e fantasias sexuais sempre existiram desde os primórdios da humanidade. Mas eram restritos, em ambientes fechados, nunca mostrados livremente e para o grande público.
Tudo bem, até aí concordo plenamente e sou contra todo tipo de discriminação. Agora, mostrar essas pessoas em canais abertos de tevê e dar credibilidade às suas falas e atitudes em horário nobre, já que mesmo às 23 horas muitas crianças estão acordadas e vendo televisão é um desrespeito e uma tentativa de destruir quaisquer propostas familiares de oferecer uma educação firme e tradicional aos seus filhos.
Como debater com os filhos as atitudes, os assuntos e os conceitos emitidos em novelas e programas como o BBB, e conseguir convencê-los a distinguir o que pode ser bom ou ruim para eles, se o poder de manipulação midiática é muito mais forte e dispõe de artifícios e ferramentas mais modernas e estimulantes? É uma luta inglória de pais , Igreja e escolas contra os maus programas.
Depois de um BBB desses, cheio de baixaria e figuras exóticas, que lamentavelmente fizeram sucesso, quem duvida que muitos meninos e meninas pré-adolescentes, naquele conflito existencial da busca de um herói, de uma identidade própria no meio social, não resolvam de repente assumir a personagem de um Serginho, um Dicésar ou das lésbicas assumidas? Mesmo sem ter tendências psicossomáticas, apenas para aparecer, ser diferente, contrariar os pais.
Se houvesse uma estatística de quantos homossexuais, gays, travestis, bichas, viados e lésbicas existem no Brasil, com certeza depois do BBB 10 esse número deve ter aumentado bastante. Muita gente deve ter saído do armário para mostrar seus dotes e preferências, pois afinal de contas a Globo determinou o fim dos valores morais, século XXI, agora tudo pode, político roubar e não ser preso, bandido andar armado, gente honesta não, homem beijar homem, mulher beijar mulher em qualquer lugar, casar na igreja, de véu e grinalda, adotar e até ter filhos.
Tudo em nome da igualdade de direitos. E ai de quem criticar, for contra. Dá processo e cadeia.