Últimas públicações

CARLIN MOURA: A CAPA DA REVISTA

* Guilherme Cardoso

Bastante  concorrida a solenidade de lançamento da edição de número 36 da revista Cidade, a revista de Contagem, como expressa o seu slogan.

Muita gente importante e de destaque no cenário político e empresarial do estado de Minas Gerais estava presente no elegante e confortável espaço do Augusttos Buffet, no centro da cidade de Contagem.

Tilden Santiago, ex-embaixador em Cuba, Jô Moraes, deputada Federal, secretários, chefes de gabinetes da Prefeitura de Contagem, políticos e empresários de diversos ramos da cidade estavam presentes.

Eu observava a todos, enquanto batia um papo descontraído com o José Antonio Oliveira, figura simpática e importante nos meios esportivos de Contagem.

O homenageado, Carlin Moura, deputado estadual, era a capa da revista Cidade. Sujeito simples, comunicativo e com um passado político e de vida exemplar. Merecedor de todo aquele carinho, respeito e admiração demonstrados pelos que compareceram e lotaram o local do evento.

Que big festa, que começou às 20 horas e seguiu até depois da meia noite. É o que me disseram, pois saí às 22 horas.

* Este texto está publicado no Portal Uai:  http://www.dzai.com.br/guilhermecardoso/blog/guilhermecardoso

COMEÇA A COPA DO MUNDO 2010

* Guilherme Cardoso

Começa a Copa do Mundo 2010. Ontem, dia 10, uma bonita festa de abertura. Estádio cheio, torcedores alegres, confraternização, barulho estridente e excessivo das “vuvuzelas”.

Hoje, dia 11 de junho, 11 horas aqui no Brasil, o primeiro jogo, África do Sul contra México. Deu empate, de 1 a 1. Palpites e exercícios de imaginação e futurologia apontam vencedores, zebras e derrotados. Há campeões mundiais para todos os gostos e nacionalidades.

Tem gente leiga e jornalistas esportivos garantindo que Argentina, Espanha e Holanda chegam às finais. Nós, brasileiros, esperamos que a equipe canarinha, verde-amarela, seja vencedora, hexa-campeão mundial.

Mas não temos muita convicção não. Esta seleção, como outras anteriores, tem poucos jogadores habilidosos, criativos, que num lance curto e rápido, possa desequilibrar uma partida a nosso favor. Pela vontade do torcedor brasileiro, bom mesmo seria se tivéssemos uma seleção com craques como Ronaldinho Gaúcho, Paulo Henrique Ganso e Neymar. Haveria a esperança de um jogo bonito e alternativas criativas.

Tirando os exercícios de futurologia que indicam outros ganhadores, só nos resta esperar que os disciplinados atletas do técnico Dunga consigam o feito de conquistar o hexa, calando mais uma vez aqueles que não gostam do futebol burocrático, como eu, jogado apenas pelo resultado, sem querer ganhar e se exibir. E é assim que os brasileiros gostariam de ver e aplaudir a nossa seleção.

UMA VIAGEM A CIDADE DE OU DO NATAL?

* Guilherme Tel

Fiquei alguns dias sem escrever nada, sem postar nenhum artigo neste espaço. Viajei por uns dias. Uma semana. Destino: Natal, Rio Grande do Norte**.

Ainda não conhecia este lugar. Praias belíssimas, gente hospitaleira, ruas limpas, não se vê um pequeno papel jogado nas ruas. Um povo educado. Até os carros param para você atravessar a rua. Basta descer o meio-fio. Parece que a gente está num lugar de país de Primeiro Mundo. Eu vivi isto quando estive em Framingham, nos Estados Unidos.

O aeroporto é enorme, em termos de pista e área para taxiagem dos aviões. É também um aeroporto militar, da Força Aérea, construído pelo exército americano como base de apoio na Segunda Guerra Mundial. No local, há muitos aviões de caça estacionados nos hangares e outros circulando pelos céus de Natal. As instalações e recepção de passageiros, no entanto, são muito simples, carecem de conforto.

Três coisas me incomodaram nesta viagem: Estão vendendo  lanches e refeições dentro dos aviões! É o fim da picada.

De graça, agora, quem viaja na Gol, recebe apenas um copinho de água, refrigerente ou suco e um biscoitinho. Nada mais. Em seguida, vem o cardápio, distribuido aos passageiros, com deliciosos sanduiches, pizzas, salgados, vinhos e uísques, que podem ser pagos em dinheiro ou nos cartões de créditos.

Que saudades dos tempos em que se serviam de cortesia, boa alimentação, bebidas e até garrafinhas em miniaturas que a gente levava como lembrança. É o Capitalismo selvagem tomando conta de tudo e de todos.

Outra, o slogan oficial da cidade, divulgado na mídia e nos cartazes de ruas: Prefeitura do Natal. Não deveria ser, Prefeitura de Natal? Com a palavra os especialistas na língua portuguesa.

A terceira foi a falta de identificação de quem pega bagagens nas esteiras do aeroporto. Tanto em Natal como aqui, no aeroporto de Confins. O passageiro desce do vôo, aguarda uma mala na esteira, se quiser pode pegar a que mais lhe interessa e vai embora sem que ninguém faça a conferência se aquela bagagem é sua ou não. Aqui em Confins, questionei uma funcionária da Infraero e ela informou que o problema era de cada empresa de aviação.

Sendo assim, o passageiro que se dane. Quem sabe isso explique o extravio de tantas bagagens nos diversos vôos aéreos?

** O jornalista aposentado não viajou de cortesia, comprou pacote de 8 dias na ViraSol Turismo com recursos próprios.

O PIOR JOGO DO ANO

*Guilherme Tel

Gente, há muito tempo eu não assistia um jogo tão ruim como esse Cruzeiro X Santos. Quanta falta de qualidade, quantos erros de passes, quanta ruindade coletiva e individual.

O time do Santos jogava lento, parecia que os jogadores tinham comido uma farta feijoada no jantar. Não havia interesse em ganhar o jogo.  O Cruzeiro, ainda corria atrás da bola, mas todo desorganizado.

A impressão era que os dois times preferiam o empate. Afinal, os dois técnicos estavam na corda bamba, ameaçados de demissão. E sabiam que aquele que perdesse o jogo, hoje não mais seria um técnico empregado. Mantendo o empate, quem sabe,  permaneceriam algum tempo mais nos seus postos.

Enganaram-se.  Agora pela manhã leio que Adilson Batista pediu demissão. Era o que grande parte da torcida cruzeirense desejava há muito tempo. Eles não engoliam o Adilson, mesmo com o seu passado de títulos pelo clube. E este ano, perdendo chances no Campeonato Mineiro e na Libertadores, ganhar títulos ficou muito difícil, quase impossível.

O time celeste (?) vem dando sinais de debilidade há muitos jogos. Amarelando. Vem caindo de qualidade, sem sequência de bons jogos. Podemos dizer que está que nem o Atlético. Faz uma partida excelente num dia, toma um passeio inexplicável na semana seguinte. Não há regularidade. Falta padrão de jogo.

Vitórias e títulos fazem a regra do futebol.

DIA DA LIBERDADE DE IMPOSTOS

* Guilherme Tel

Gasolina vendida a R$1,36 o litro em Belo Horizonte. É a pura verdade, embora apenas por um dia. Nada mais. É a simulação, em tempos de realidade virtual, do que poderia ser o preço final da gasolina, se não houvesse impostos, ou se a carga excessiva, pelo menos diminuísse. Mas é um sonho.

Sonho que um dia, quem sabe, pode se tornar realidade. Afinal, tudo na vida é possível. Ainda mais em política e economia. Muitas verdades hoje defendidas com toda a garra, como se outras não pudessem existir, de repente viram fumaça, perdem o valor e a importância e caem no esquecimento.

Regimes autoritários caíram de uma hora para outra, aqui com os militares, na Europa, com a  União Soviética. Ditadores implacáveis foram destituídos, deportados ou mortos, inflação dominada, apareceu o Real, adotou-se o Euro no Velho Mundo. Um presidente negro foi eleito, um homem do povo, sindicalista, tomou posse no Brasil.

Quem sabe um dia o Imposto Único seja adotado no Brasil. É só querer. É um imposto eletrônico, cobrado somente nas movimentações bancárias de cada empresa ou cidadão que tenha conta corrente. Sua eficiência já foi comprovada pela cobrança da CPMF por mais de 10 anos. Nunca se arrecadou tanto, com tanta facilidade, transparência e dificuldade de sonegação.

Se houvesse mobilização favorável dos empresários e  vontade política dos governantes, a CPMF poderia e ainda pode ser o caminho mais curto e seguro para se conseguir a imediata redução da carga tributária no Brasil.

Não custa acreditar num sonho.

*Codinome de Guilherme Cardoso, jornalista aposentado. www.guilhermetel.com.br