* Guilherme Tel
Fiquei alguns dias sem escrever nada, sem postar nenhum artigo neste espaço. Viajei por uns dias. Uma semana. Destino: Natal, Rio Grande do Norte**.
Ainda não conhecia este lugar. Praias belíssimas, gente hospitaleira, ruas limpas, não se vê um pequeno papel jogado nas ruas. Um povo educado. Até os carros param para você atravessar a rua. Basta descer o meio-fio. Parece que a gente está num lugar de país de Primeiro Mundo. Eu vivi isto quando estive em Framingham, nos Estados Unidos.
O aeroporto é enorme, em termos de pista e área para taxiagem dos aviões. É também um aeroporto militar, da Força Aérea, construído pelo exército americano como base de apoio na Segunda Guerra Mundial. No local, há muitos aviões de caça estacionados nos hangares e outros circulando pelos céus de Natal. As instalações e recepção de passageiros, no entanto, são muito simples, carecem de conforto.
Três coisas me incomodaram nesta viagem: Estão vendendo lanches e refeições dentro dos aviões! É o fim da picada.
De graça, agora, quem viaja na Gol, recebe apenas um copinho de água, refrigerente ou suco e um biscoitinho. Nada mais. Em seguida, vem o cardápio, distribuido aos passageiros, com deliciosos sanduiches, pizzas, salgados, vinhos e uísques, que podem ser pagos em dinheiro ou nos cartões de créditos.
Que saudades dos tempos em que se serviam de cortesia, boa alimentação, bebidas e até garrafinhas em miniaturas que a gente levava como lembrança. É o Capitalismo selvagem tomando conta de tudo e de todos.
Outra, o slogan oficial da cidade, divulgado na mídia e nos cartazes de ruas: Prefeitura do Natal. Não deveria ser, Prefeitura de Natal? Com a palavra os especialistas na língua portuguesa.
A terceira foi a falta de identificação de quem pega bagagens nas esteiras do aeroporto. Tanto em Natal como aqui, no aeroporto de Confins. O passageiro desce do vôo, aguarda uma mala na esteira, se quiser pode pegar a que mais lhe interessa e vai embora sem que ninguém faça a conferência se aquela bagagem é sua ou não. Aqui em Confins, questionei uma funcionária da Infraero e ela informou que o problema era de cada empresa de aviação.
Sendo assim, o passageiro que se dane. Quem sabe isso explique o extravio de tantas bagagens nos diversos vôos aéreos?
** O jornalista aposentado não viajou de cortesia, comprou pacote de 8 dias na ViraSol Turismo com recursos próprios.