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CREDIBILIDADE NO FUTEBOL

Não sou botafoguense, pelo contrário, atleticano da velha guarda, não tenho nada contra o Dodô, até acho que por ele ser um excelente jogador, não seria ingênuo em tomar um medicamento para melhorar sua performance.

 

Sou apenas um apreciador do futebol e defensor dos procedimentos éticos em qualquer atividade.E por isso, condeno e lamento a atitude dos juizes do Tribunal de Justiça Esportiva que cancelaram a pena imposta em primeira instância ao atleta.

 

Esta decisão do tribunal, antes de beneficiar um jogador, provoca um enorme descrédito nas próximas punições que acontecerem por suspeitas de dopping e causa um grande estrago no futebol brasileiro.

 

De agora em diante, jogador que for punido por uso indevido de alguma droga ou medicamento suspeito, terá todo direito de recorrer e exigir trtamento idêntico ao que recebeu o atacante Dodô.Reage Cidadão!    03/08/07 de Guilherme Cardoso.

 

A CAMINHADA PARA A DECADÊNCIA DO GALO

Ah, querem acabar com o Galo e ninguém reage!? Cadê a velha guarda, os atleticanos autênticos que não se manifestam? Vamos assistir quietos a esse processo de destruição do Clube Atlético Mineiro? Olha que já se vão pelo menos uns cinco anos que não temos um time razoável.

 

Perder de goleada já se tornou rotina para o time, que só neste primeiro semestre, perdeu cinco vezes com resultados humilhantes, fato que certamente nunca aconteceu nos outros 99 anos de história. Ganhar títulos virou sonho impossível.

 

Estão acabando com a identidade atleticana! Já não somos a maior torcida de Minas, nbem respeito infundimos aos adversários quando jogamos no Mineirão. Novos torcedores já não surgem, envergonhados por dizer na escola ou no meio dos colegas que torcem para o Galo. Não há glórias, nem vantagens para contar, só decepções.

 

Quem foi ao campo ou viu pela televisão a última partida constatou um amarelão total. Aliás, bem representativo do momento de lerdeza que vive o time.

 

É triste e dá pena ver o Galo sendo literalmente fritado pela incompetência de alguns. Mais uma vez a série B nos espera. Pelo jeito, vai virar um time pequeno, como o glorioso América Mineiro, que é respeitado apenas pela tradição e feitos do passado. Não tem time nem torcida.

 

É assim que vejo o Atlético nos próximos anos: uma bela Cidade do Galo, para forma e vender jovens, e um clube de lazer para os velhos sócios tomarem sol. E nada mais.

 

Originalmente escrito em 31.08.08 e publicado no jornal O Tempo.

100 ANOS DO ATLÉTICO

Não quero ser agourento, desejar mal ao Clube Atlético Mineiro, ainda mais agora que completa 100 anos de existência. Mas uma coisa me preocupa: essas duas contratações do Galo, o tal de Castillo, boliviano e do Petkovic. Este, principalmente, apesar de craque consagrado, cheira a problemas. Tem tudo para dar errado no Atlético. Petkovic está com 34 anos, não vem jogando há um bom tempo. No ano passado, saiu do Vasco, ficou parte do ano no Goiás, jogou algumas partidas pelo Fluminense e foi para o Santos, onde não se destacou e desapareceu. A mídia esportiva há muito não fala sobre ele. Embora seja um jogador habilidoso, tem fama de temperamental e de não suar a camisa. E se ficar lembrando do Rio de Janeiro, não fica três meses no Galo. Espero estar enganado.    25/03/08 de Guilherme Cardoso.

A DÍVIDA DO ATLÉTICO

Esse negócio do presidente do Atlético, Ziza Valadares, dizer que o clube está à beira da falência, cheio de dívidas e que não sabe como pagar, é uma conversa antiga, de muitos dirigentes. Situação parecida vive a maioria dos times de futebol brasileiro.

 

O que causa estranheza nessa história, é que apesar da gravidade do problema, os dirigentes falam com tranquilidade que a situação vai melhorar, que o time é grande, maior que as dívidas e que nada vai acontecer. Como nunca aconteceu.

 

Aí vem a pergunta: se o clube de futebol fosse uma empresa qualquer, principalmente pequena ou média, será que o INSS, a Receita Federal e outros credores estariam sendo tão “bonzinhos”em não exigir a quitação dos débitos? E olha que dinheiro entra por todos os lados nesse negócio de clube de futebol. Ingressos, patrocínios de uniformes, imagem, cotas de televisão e especialmente vendas e empréstimos de jogadores. E os clubes sempre endividados.

 

E depois, vem uma tal Timemania, para tirar mais dinheiro do coitado do torcedor. Reage Cidadão!    17/03/08 de Guilherme Cardoso.

O QUE HÁ COM O GALO?

Não dá para entender o que acontece no Atlético. Não ganha nada de importante há anos, tem um time ruim, jogadores medíocres, sem raça nenhuma, embora tenha uma torcida fanática, que apóia como poucas.

 

Comparativamente, o elenco do Atlético não é pior do que o do Flamengo, por exemplo. Individualmente, a qualidade é até a mesma. A diferença, gritante, é que os jogadores do Mengo estão correndo feitos malucos atrás da bola..Jogando pra frente. Pura garra E veja onde estão na tabela.

 

Coisas estranhas acontecem no Atlético. De muito tempo. Atletas com destaque em outros clubes, chegam no Galo e desaprendem a jogar. Esquecem tudo de repente. Até conceitos básicos de futebol. Quem não se lembra do Rodrigo Fabri? Sujeito ainda novo, com passagens em clubes de porte, como São Paulo, Atlético de Madri, Real Madri, Grêmio, Flamengo, sempre com grandes atuações e belos gols. Nos dois anos de Atlético sumiu, nada fez, uma negação. Dispensado.

 

Agora, temos o Vanderlei, contratado ao Gama de Brasília, ano passado, goleador lá, características de autêntico centro–avante, 1,87m de altura, perna comprida, que não consegue encontrar as redes há muito tempo. O que se passa com ele? Trauma de infância, drama familiar, conflito existencial, ou dúvida vocacional, não sabe o que quer ser na vida? Falta de oportunidades não é.

 

Exemplo parecido é o do jogador Tchô, esse, “prata da casa”. Foi à seleção sub-20, se destacou, voltou como uma grande promessa e cadê seu futebol? Todas as vezes que entra no time, nada faz de produtivo. Será que tem problemas também? Gostaria de saber.

 

O time hoje tem um técnico de primeira linha, com muitos títulos, temperamental e fama de durão. Um dos salários mais altos do País. Critica jogadores, não gosta muito da imprensa. Fala o que quer e não dá papo pra ninguém. Tem sido incompetente. Não melhora o time, não há padrão de jogo, faltam jogadas ensaiadas, presenças na área, chutes a gol. Vitórias são minúsculas, derrotas inesperadas, sofrimento constante.Tudo igual, repetindo anos passados e treinadores anteriores.

 

Disse o Leão recentemente, após o empate com o Paraná, que também ele não entende por que o time treina de um jeito e joga diferente. Boa pergunta. Vão duas hipóteses muito prováveis: ou os jogadores do Galo são muito ruim mesmo ou estão fazendo complô contra o técnico. Não vale a pena descobrir?

 

E o Galo, tem solução? Agora, é rezar contra a segundona. Depois, é mandar todo mundo embora.

 

  • Jornalista e torcedor da Velha Guarda do Atlético.   1 comentário 02/11/07 de Guilherme Cardoso.