DERRUBANDO MITOS
* Guilherme Cardoso
Cá pra nós, esta Copa do Mundo foi repleta de decepções. Não só das seleções favoritas que não chegaram à final, mas principalmente pela qualidade do futebol apresentado pela maioria.
Não adianta dizerem que no lugar de seleções desclassificadas como o Brasil, Argentina, Itália, França e Inglaterra, as que ficaram, praticaram um futebol de melhor qualidade e por isso disputam os quatro primeiros lugares.
Sinceramente, não consegui ver nada de interessante nas equipes da Holanda e da Espanha que estão na final. A Alemanha até que surpreendeu um pouco, em algumas partidas, com um futebol diferente do que sempre praticou. Foi só.
O que falam da Espanha e Holanda, considerando-as grandes surpresas da Copa, representantes do melhor futebol praticado no momento, para mim é puro exagero, fruto da imaginação de muitos jornalistas. Não vi nada de anormal, espetacular, para concordar que holandeses e espanhóis jogam um futebol de primeira, objetivo..
Podem até serem considerados os melhores da atualidade, pelo simples fato que as demais seleções estiveram abaixo do esperado, exibindo um futebol de baixa qualidade. Isto é aceitável.
Outra coisa difícil de concordar é com o que dizem de alguns jogadores, eleitos pela mídia como foras-de-séries, craques de bola. Desculpe-me discordar de quem acha que um David Villa, Xavi, Sneijder, Van Persie possam ser considerados craques. São jogadores comuns, esforçados, que de vez em quando fazem uma jogada mais objetiva.
Do jeito que andam jogando, nem um Kaká e Cristiano Ronaldo, eleitos melhores do mundo, podem ser considerados excepcionais. Melhores que eles, no momento, podemos até eleger os meninos do Santos, Ganso e Neymar.
Craques de verdade, foram Pelé, Tostão, Gérson, Romário, Maradona, e recentemente, Ronaldinho Gaúcho, que faziam o que queriam com a bola nos pés, e aplicavam dribles desconcertantes nos adversários e até ganhavam jogos sozinhos. Feliz quem pôde vê-los jogar. Eu sou um deles.