QUE VENHA UMA NOVA ERA

* Guilherme Cardoso

Aconteceu o que se esperava. Seleção brasileira eliminada. Não jogou nada, uma e outra partida um pouco melhor, mas nunca convenceu os mais inocentes torcedores. Agora, pensar em 2014.

Que venha uma nova era. De jogadores, técnicos e estilo de jogo. Chega de copiar padrões europeus, que não tem nada a ver com nossa forma de jogar. Brasileiro gosta mesmo é de exibir, dar show, goleada. Jogo amarrado, retrancado, muito tático, cheio de jogadores comprometidos não faz bem à nossa tradição.

Queremos talento. O que nos agrada é o jogo irresponsável, moleque, bola entre as pernas, lençol, gaúcha, rabo-de-vaca. Gostamos é dos dribles tipo Garrincha, pedaladas como Robinho, lançamentos do jeito do Ganso.

Precisamos resgatar o futebol-arte, que nos faz chorar algumas vezes, quando perdemos, mas nos leva sempre à alegria, ao prazer de ver uma jogada brilhante. Nada de  quatro-três- dois, quatro-quatro-dois. Há que se ter coragem, audácia, partir pra cima dos adversários, usar o quatro-dois-quatro pelo menos.

Vamos apagar da memória os maus momentos desta copa, esquecer o arrogante Dunga, colocar na gaveta do esquecimento os 23 profissionais convocados.

Vamos renovar a seleção, buscar novos craques, e temos muitos, mudar nossa forma de pensar futebol, ser menos burocráticos e mais eficientes. Brasileiro não quer futebol de vídeo game, bola pra lá, bola pra cá, tudo matematicamente organizado.

Façamos uso do conceito que o mundo tem de nós, povo desorganizado, infantil,  irresponsável e vamos aplicar tudo no futebol e com certeza ninguém ganha mais da gente e muitas outras copas do mundo virão para nós. Com extrema facilidade.

Este artigo está publicado no Portal Uai: http://www.dzai.com.br/guilhermecardoso/blog/guilhermecardoso

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