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QUE TAL ACABAR COM O SENADO?

* Guilherme Cardoso-www.guilhermecardoso.com.br

Que tal começar as mudanças pelo Congresso Nacional? Acabar de vez com o Senado?Dar um basta a tantos escândalos morais e desvios de verbas que se repetem a cada instante? Afinal, qual a necessidade e importância da existência desses 81 parlamentares na política nacional? Sem eles,o modelo democrático se enfraquece, corre algum risco? Com certeza que não!

Não existindo o Senado, o país economizaria quase dois bilhões de reais  que são destinados anualmente para manter senadores, funcionários de gabinetes, parentes, serviçais e muita mordomia. Orçamento maior do que muitas cidades de porte dispõem para atender seus moradores com serviços básicos.

A cada dia um novo escândalo surge no Congresso envolvendo parlamentares, e agora, as denúncias de várias irregularidades são contra o Senado Federal. Atos secretos, contratações ilegais, contas bancárias paralelas, funcionários-fantasmas, gente da casa intermediando empréstimos bancários. Os envolvidos são muitos. Ou melhor, são todos. Como diz a comentarista Lúcia Hipólito: “No Senado não há inocentes, todos são culpados”.

Difícil é conseguir indiciar alguém, o corporativismo é grande. Todos acusam e se defendem. Quando muito, vão despejar a culpa de tudo em algum diretor ou funcionário de escalão menor. O ritual para a impunidade já é bastante conhecido: cria-se uma CPI, “investiga-se” durante meses, abrem-se várias oportunidades de exposição na mídia e tudo termina em pizza. Nada se conclui, ninguém é cassado, culpa é da imprensa. Por que ela foi apurar?

Pra que gastar tempo, discussões, investigações,  acreditando que o Senado tem conserto, que  podemos mudá-lo nas próximas eleições, escolhendo melhor os nossos candidatos. Ledo engano. O problema maior está no Sistema Político Brasileiro. Se não houver uma profunda reforma, por mais honesto e boas intenções que tenha um cidadão, se eleito parlamentar, vereador, deputado ou senador, logo se transforma num corrupto. Há uma quadrilhagem montada na casa, uma máfia instalada há anos, que obriga o parlamentar que chega a entrar no jogo, a dividir as receitas. É aceitar ou ficar excluído dos debates, não ter visibilidade.

A saída democrática nesse momento é extinguir o  Senado. Ideal mesmo seria fechar o Congresso para balanço, mandar embora deputados, senadores e vereadores. Diriam que cheira a golpe, ditadura. Depois, com a casa limpa, dedetizada, estudar com calma outro modelo de representação política para o Brasil. Fazer um plebiscito, perguntar ao povo que democracia ele quer.

* Jornalista (?) aposentado e autor do blog Cronista da Realidade.

NOTA DE FALECIMENTO

* Guilherme Cardoso-www.guilhermecardoso.com.br

Faleceu na noite desta quarta-feira, dia 17, o Jornalista Profissional Brasileiro.

O seu corpo, juntamente com o Diploma da profissão, será velado a partir de hoje nos sindicatos da categoria e em todas as redações de rádios, jornais, revistas e emissoras de televisão do Brasil.

Jornalista, sério, ético e competente, deixa órfãos milhões de brasileiros que viam nele o Quarto Poder, o defensor incansável de seus direitos civis. Brasileiro, nascido em Londres em 01 de junho de 1808, e seu primeiro emprego foi no Correio Braziliense. Casou com Dona Colônia, já falecida; juntou-se ao DIP-Departamento de Imprensa e Propaganda no Estado Novo, em 1930; manteve por 20 anos uma relação tempestuosa e proibida com a falecida Ditadura Militar de 64; na Constituinte de 1988 acreditou na Democracia, uniu-se a ela, sendo mantido até agora sob os interesses dos Donos da Mídia. Insatisfeito com este matrimônio, mantinha uma relação extraconjugal com a Esperança, que continua viva, embora bastante debilitada.

Nos últimos anos, ele, Jornalista, vinha enfrentando sérios problemas de saúde e credibilidade, causados pelas críticas à produção de diversas reportagens denuncistas, muitas verdadeiras, mas a maioria delas publicadas pelos seus patrões sem as devidas investigações que pudessem comprovar os fatos.

Com o fim do Diploma para o exercício da profissão, o Jornalista sério, ético e competente, morreu ontem, 17 de junho de 2009, às 20h14, de falência múltipla de órgãos, na mesa de cirurgia do Supremo Tribunal Federal.

Consternados, os amigos e colegas de profissão, diplomados, e as faculdades de Comunicação, convidam para a missa de último dia dos cursos de jornalismo.

SE A MÍDIA QUISESSE MUDANÇAS…

 

* Guilherme Cardoso- www.guilhermecardoso.com.br

Se a mídia quisesse, ela bem que poderia dar um fim a um bocado de políticos corruptos no Brasil. De um jeito muito simples. Basta dar um gelo neles, tirá-los do noticiário, não mais procurá-los para nenhum tipo de entrevistas. E político sem visibilidade, sem aparecer nos veículos de comunicação, não ganha eleição alguma. Está morto em vida. É como um carro sem combustível. Existe, mas não sai do lugar.

Difícil aceitar senadores, deputados e vereadores, denunciados por crimes diversos, exercendo seus cargos naturalmente. Alguns já condenados, apelando ao Supremo Tribunal Federal. E recebendo de graça da Imprensa, a divulgação e propaganda de suas atividades. Não seria  mais justo e ético ignorá-los, não dar-lhes espaço nos noticiários, não mais expô-los na mídia, desconhecer o que fazem ou deixam de fazer no Congresso, nas Câmaras e Assembléias? Vencê-los pelo desprezo?

A Imprensa não fez assim com o Simonal? Denunciaram que ele seria um dedo-duro, colaborador da Ditadura Militar no Brasil e daí para frente ninguém mais lhe deu ouvidos, não lhe pediram entrevistas, não lhe deram trabalho, não publicaram uma só linha sobre ele.Ficou 30 anos no ostracismo, morreu pobre.

Pelo voto, não se acaba com a corrupção. No máximo troca os parlamentares. Mas a podridão permanece. Os que entram, aderem ao Sistema. O voto, não é arma nenhuma do cidadão. Apenas serve para eleger o candidato. Tirá-lo depois, é quase impossível.  A ferramenta boa é a Imprensa. Através dela nos indignamos, reclamamos e enviamos nossas mensagens, nossos textos, nossos vídeos, nossos posts e twiters. Cabe  portanto à mídia, esse conjunto de rádios, jornais, tevês, blogs e celulares,  processar  e interpretar bem os sentimentos do povo e iniciar logo uma campanha para ignorar os maus políticos. Pode ser: Movimento de Desprezo Político.

É só não entrevistar, nem mais citar em noticiários os nomes de todos aqueles parlamentares que estiverem envolvidos em quaisquer tipos de crimes constantes do Código Civil Brasileiro. E são muitos. Inscrevê-los numa lista de personas non gratas, tipo um SPC político, e só voltar a dar-lhes voz e créditos quando nada se provar contra eles. Quem sabe aprendem a lição?

Desprezados pela mídia, desconhecidos do público eleitor, com certeza esses políticos corruptos perderão seus poderes, não serão reeleitos, fim das mordomias. Podem desistir da carreira, voltar para suas origens, convívio com seus iguais, e quem sabe, depois de tantas mentiras e fortunas desviadas, venham a morrer sozinhos e na miséria. Vingança ruim de eleitor traído.

O DIA QUE A GLOBO SE RENDEU AOS EVANGÉLICOS

 

* Guilherme Cardoso- www.guilhermecardoso.com.br

 

Difícil de acreditar, mas é verdade mesmo! A Rede Globo de Televisão resolveu abrir espaço para falar das igrejas evangélicas no seu principal programa jornalístico. E falar bem! Não apenas criticá-las de explorarem indevidamente seus seguidores, acusando-as de tomar literalmente dinheiro dos fiéis.

Desde a última segunda-feira, 25 de maio, que o Jornal Nacional  apresenta uma série de reportagens mostrando  que igrejas evangélicas de diversos segmentos também realizam trabalhos de ação social em favor das pessoas menos favorecidas. Não apenas a Igreja Católica, como se divulgava. Merece elogio.

Vamos pensar. O que levou a Globo a dar voz e vez às igrejas evangélicas?Jornalismo plural, ecumênico ou queda na audiência provocada pela Record, linha de frente da Igreja Universal que aumenta seu poderio? Liderança em perigo?

Para quem até ontem era forte defensora dos princípios, valores e dogmas da Igreja Católica, ignorando a existência e a força de outros credos e religiões, somente interesses econômicos e publicitários podem explicar mudança tão repentina de comportamento. Só falta levar o bispo Edir Macedo no Faustão.

E aí, como explicar ao Papa?

DÁ PARA MUDAR PELO VOTO?

                                                                                             * Guilherme Cardoso-www.guilhermecardoso.com.br

 

Dá para mudar pelo voto?

Não! E digo logo por que. De que adianta você escolher bem o seu candidato, pesquisar o seu passado, ver sua ficha cadastral, pensar que votou bem, se depois de eleito o sujeito passa a fazer tudo aquilo que os outros políticos fazem há tantos anos: corrupção e enriquecimento ilícito.

Propagar por todos os cantos e meios de comunicação que votar faz bem à democracia e que o voto é a arma do cidadão é puro marketing eleitoral e interessa especialmente à classe dominante, que está no poder. Votar bem funciona em países do Primeiro Mundo, onde os valores democráticos são aplicados e respeitados, o povo tem uma educação de qualidade e as leis não ficam somente no papel. Lá, quem rouba ou desvia, vai preso mesmo!

Aqui no Brasil, quando há renovação e o candidato eleito é de boa índole, chega com bons projetos e não quer se corromper, ele é menosprezado, não consegue aprovar nada, vai para o baixo clero, fica sem visibilidade. Para se manter e fazer carreira, ele cede. Entra no jogo sujo.

O que está errado no Brasil é o sistema político. E este ninguém quer mudar.  É a forma que os candidatos são eleitos, com votos proporcionais e de legendas, onde o eleitor acaba colocando no poder um candidato que sequer conhece. É a quantidade inaceitável de senadores, deputados federais e estaduais que não legislam em favor do povo. A falta de fidelidade. As trocas de partido. São os altos salários e as vantagens e mordomias para não fazerem nada, 12 dias por mês. É o corporativismo e o foro especial que a classe política tem e que os fazem melhores  que todos nós, eleitores e pobres mortais.

Não adianta o esforço da mídia para conscientizar  o povo a votar bem, escolher melhor. Vai tudo continuar na mesma. É preciso sim, que se faça um Movimento, uma corrente, se convoque uma mobilização nacional para mudar o Sistema Político Brasileiro. Acabar com o corporativismo e o foro especial que a classe política tem e que os fazem achar que são melhores  que todos nós, eleitores e pobres mortais.

Quem sabe um plebiscito ou uma nova Constituinte?

Está na hora de não mais aceitar que políticos ganhem mais de 100 mil reais por mês, assim como vereadores que mal sabem escrever o nome recebam 30, 40 mil mensais. Precisamos refletir e questionar se precisamos mesmo de senadores no país e de tantos deputados  para manter o equilíbrio democrático. Para que gastar tanto com vereadores em cidades grandes e pequenas, se o pouco que fazem, líderes comunitários fazem muito mais e sem nada receber?

O que não podemos é continuar impassíveis, apenas indignados e revoltados,  lendo, ouvindo e vendo todos os dias na mídia, mais uma CPI, outra denúncia de roubos, desvios e corrupção no Congresso Nacional, nas Assembléias Estaduais e nas Câmaras Municipais. Se não reagirmos, mais escândalos virão e continuaremos como bobos da corte.

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