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FUTEBOL DE EXAGEROS

*Guilherme Cardoso

Por que será que jogadores profissionais, com tantos cuidados pessoais, preparos físicos de alto nível, se machucam com tanta facilidade? Não estará havendo exagero nos treinamentos oferecidos e exigidos aos jogadores para uma simples e às vezes sonolenta partida de futebol?

Vejam a quantidade de atletas profissionais marcando ponto nos departamentos médicos dos clubes. Alguns não atuam nem metade dos jogos de seu time. Outros treinam a semana inteira, entram em campo e jogam poucos minutos e já estão lesionados. Não há estatística sobre contusões, mas sabemos que são muitas, basta acompanhar os jogos e o noticiário da imprensa.

Será que para jogar 90 minutos, com descanso de 15 minutos, uma vez por semana, alguns momentos duas vezes em sete dias, um atleta tenha que se preparar tanto? Parece que vai para uma guerra.

Precisariam eles de tanta parafernália, aparelhos de alta precisão, métodos científicos avançados que medem a visão dos olhos, a pressão sanguínea, a distância percorrida em campo para apenas um jogo?

Precisariam os jogadores de repetidos exercícios de flexões, corridas, levantamentos de peso, abdominais, hidromassagens todos os dias, alimentação balanceada e concentração intensiva para correr apenas 90 minutos?

Atletas de futebol amador, sem ganhar nada, puro prazer, jogam duas a três vezes por semana, veem direto do trabalho, comem um sanduíche, campo de terra, nada de grama, correm por todos os lados, caem no chão, levam botinadas, sangram e não saem do jogo.

Quem se lembra do futebol do passado, anos 60, tempo de Pelé, Tostão & Cia? Não está muito longe, eles ainda estão vivos para confirmar, jogadores não tinham tanta mordomia, exercícios físicos eram bem poucos, nada mais que flexões abdominais e saltos de obstáculos.

Não havia nutricionista, psicólogo, às vezes nem médicos, quem atendia o jogador em campo era o massagista, departamento médico era enfermaria e quem tomava conta dos uniformes era o roupeiro. Campo tinha pouca grama, concentração em casa alugada perto do clube, transporte era de trem, ônibus, avião só para fora do país.

Profissional atuava por prazer, ganhava pouco, amava o clube, suava a camisa, não se transferia para o time adversário, mudança só para fora do Estado. Não se contundia a toa, atuava em todos os jogos, artilheiro era quem  fazia cinco gols numa partida, Ubaldo Miranda era ídolo, Dario Peito de Aço fez 11 gols numa partida.

Mudar o sistema é quase impossível, corporativismo é muito forte, ninguém se arrisca em discutir o assunto, tem muito interesse em jogo, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, indústrias de materiais esportivos, publicidade e mídia.

Fortunas correm soltas, lavagem de dinheiro é clara, muita gente ganha muito, quem perde mesmo somos nós, torcedores, que sofremos pelos nossos times e pagamos caro nos estádios ou na tevê a cabo, para ver uma luta de mentirinha de gladiadores dentro de campo. E futebol de baixa qualidade.

VAMOS USAR OS RAMAIS FERROVIÁRIOS?

* Guilherme Cardoso

Cidades como Sete Lagoas, Pedro Leopoldo, Lagoa Santa, Vespasiano, Nova Lima, Sabará, Betim, Contagem têm longos trechos ferroviários, que passam por BH, usados para transporte de minérios uma vez por dia, e que ficam ociosos a maior parte do tempo.

Por que as prefeituras destas cidades não fazem um acordo com as operadoras do sistema ferroviário, Vale e FCA, para que nos horários em que não há transporte de carga pelos trilhos, os ramais que chegam até BH sejam utilizados para o transporte de passageiros?

Se em cada ramal fossem colocados uns quatro vagões de passageiros, imaginem quantas pessoas poderiam ser transportadas de seus destinos até BH, sem utilizar os ônibus e os carros particulares, transitando sem engarrafamentos e riscos no trânsito?

É uma solução simples, sem muitos gastos financeiros. Como já existem as linhas ferroviárias prontas, bastaria que cada prefeitura comprasse uns quatro vagões de passageiros e uma máquina para puxá-los.

Melhor que ficar prometendo verbas para o metrô, que nunca aparecem.

ANEL RODOVIÁRIO PEDE SOCORRO!

* Guilherme Cardoso

 

Não acredito mais em discursos e promessas. Sou a favor da mobilização das pessoas, das manifestações pacíficas, dos protestos. Por isso, faço a pergunta:

Por que nenhuma entidade representativa dos trabalhadores toma a iniciativa de liderar um movimento de protesto e paralisação do Anel Rodoviário? Onde estão a Associação Comercial de MG, a OAB, a CDL, a FIEMG e mesmo as igrejas católicas, protestantes e evangélicas que não se mobilizam e tomam uma posição de frente?

Afinal, para que servem essas entidades, associações e igrejas que regularmente e sem perdão, cobram de seus associados e fiéis, anuidades e dízimos? Se realmente são defensores da qualidade de vida, do trabalho e do bem estar das pessoas, deveriam ser as primeiras a tomar a frente de uma manifestação popular e pacífica para exigir das autoridades o início imediato das obras no Anel Rodoviário.

Basta um sindicato, uma associação ou qualquer entidade que represente um grande número de trabalhadores ou empresários vir a público e convocar seus associados para a cada sexta-feira se encontrarem num trecho do Anel Rodoviário e paralisarem por uma hora o trânsito, que com certeza as obras de alargamento e modernização começam logo.

Só não dá para uma meia dúzia de indignados e corajosos, como eu, você e alguns poucos fazer isso por conta própria. Certamente vamos tomar pancadas da polícia e ser presos por incitar a desordem pública.

É preciso uma liderança para iniciar o protesto. Quem sabe o Sindicato dos Jornalistas faz a convocação? Eu topo na hora!

ANEL RODOVIÁRIO PEDE PROTESTOS

* Guilherme Cardoso

Onde estão os estudantes secundários e universitários, os sindicatos de trabalhadores e até patronais para se posicionarem sobre o Anel Rodoviário?

Já não passou da hora desse pessoal organizado promover uma manifestação forte, levar gente para o Anel, paralisar o trânsito duas vezes por semana, uma hora por dia para exigir obras imediatamente?

Cadê Igreja Católica, OAB, Fiemg, ACMinas e outras mais, que não se manifestam e deveriam estar a frente na defesa dos anseios populares?

Chega de falácias e discursos demagógicos de políticos e empresários. Está na hora de por fim aos acidentes, mortes e engarrafamentos constantes no Anel Rodoviário.

Vamos às ruas protestar fisicamente, basta convocar os insatisfeitos pelas redes sociais, o facebook está aí, o twitter também, querendo ser mais nobres, ferramentas para mobilizações sociais.

Tenho mais de 60 anos. Se me convocarem eu vou!

CHICO NÃO ERA CHAPLIN

* Guilherme Cardoso

 

Chico não era igual Charlie Chaplin. Chico Anysio era muito melhor!

Chaplin era um gênio, embora apenas Carlitos. Fez-nos rir e chorar por muitos anos, sem usar da voz, com gestos. Recebeu todas as honras de um grande artista.

Chico Anyisio foi mais. Não há notícia que alguém  no mundo tenha interpretado tantos personagens quanto ele. Nem o melhor desenhista de quadrinhos, usando a caneta ou o computador criou tantos tipos. Só um gênio.

E gênio é aquele sujeito que é muito bom em várias atividades. Que faz gols de placa, joga na zaga, defende como goleiro, faz história, tem caráter. Como Pelé.

Chico Anysio era ótimo em tudo que fazia. Humorista, radialista, ator de cinema e tv, comentarista de futebol, diretor, cantor, compositor, pintor, apresentador, e uma pessoa verdadeiramente solidária. Quantos colegas seus, atores desempregados e em dificuldades encontraram guarida nos programas do Chico?

Foi-se o homem, fica a obra e a genialidade de um artista insubstituível, jamais igualável.